| Requiem de Marcos Portugal (1816) |
|
|
|
SobreA Sociedade Musical Bachiana Brasileira - SMBB apresenta REQUIEM & ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ Igreja N. S. do Carmo da Antiga Sé, Evento Integrante da Série Requiem, de Marcos Portugal Partitura esquecida por quase 200 anos no Arquivo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro foi resgatada e especialmente editada para este concerto. No dia 14 de abril, às 19h30, a Cia. Brasileira Bachiana, acompanhada pela Orquestra Sinfônica da UFRJ e sob direção e regência do maestro Ricardo Rocha, apresenta, dentro da série Música nas Igrejas, a estréia moderna do Requiem para as exéquias da Rainha D.Maria I (1816), considerada a obra-prima do principal compositor português do século 19, Marcos Portugal. A montagem contará com os solistas Veruschka Mainhard (soprano), Carolina Farias (contralto), Marcello Sader (tenor) e Frederico de Oliveira (baixo). O concerto tem entrada franca e acontece na igreja N. Sra do Carmo da Antiga Sé, mesmo local onde a obra foi apresentada pela primeira vez em abril de 1816, durante a missa em homenagem à rainha, falecida em 20 de março do mesmo ano. Mais duas apresentações do Requiem estão programadas para o mês de abril: dia 15 na Igreja Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, com participação especial da organista Elisa Wiermann, e no dia 16 na Igreja Nossa Senhora das Graças, em Marechal. Hermes, com participação de Elisa Wiermann e do tenor Ricardo Xavier. A série Música nas Igrejas conta com patrocínio da Oi, ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico e Prefeitura do Rio/Culturas e apoio cultural da Oi Futuro.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Rua Primeiro de Março, s/nº - Centro A ObraA Obra A "Missa de Mortos, composta muito expressamente de novo para se cantar nas exéquias da defunta rainha fidelíssima D. Maria Primeira", em 23 de abril de 1816, é considerada o ápice da sua produção brasileira. O manuscrito, bastante extenso - a duração estimada da obra é de noventa minutos -, segue a tradição, apesar da impropriedade do evento, das missas festivas portuguesas. Nestas, o "Kyrie" e o "Gloria" são mais extensos, brilhantes e trabalhados que o restante do Ordinário - "Credo", "Sanctus", "Benedictus" e "Agnus Dei". Ao contrário do "Offício de Mortos", composto para a mesma ocasião e no qual as árias solistas predominam, na "Missa" o contraste entre os solos e as seções corais é equilibrado, tanto no "Requiem Aeternam", como no "Kyrie" e na "Sequentia", predominando os coros nas seções finais. Na "Sequentia", o autor resgata, de forma bastante original, a antiga tradição dos "Responsórios Fúnebres" gregorianos, conferindo forma responsorial aos versos métricos do franciscano Jacopone da Todi. ![]() close da imagem anterior
O AutorO Autor Marcos António da Fonseca Portugal (Lisboa, 24 de março de 1762 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1830), mais conhecido simplesmente como Marcos Portugal, foi um compositor e organista português de música erudita. Em seu tempo suas obras foram conhecidas por toda a Europa, sendo provavelmente o mais famoso compositor português de todos os tempos.
Filho de Manuel António da Ascensão e de Joaquina Teresa Rosa. Foi aluno do compositor João de Sousa Carvalho, realizando sua primeira composição já aos 14 anos de idade. Com 21 anos já era organista e compositor da Sé Patriarcal de Lisboa, e em 1785 foi nomeado mestre do Teatro do Salitre, para o qual escreveu farsas e entremezes, além de modinhas. Muitas das suas melodias se tornaram populares, caindo também no gosto da corte portuguesa, que lhe encarregou obras religiosas para o Palácio Real de Queluz e outras capelas utilizadas pela Família Real. Inicialmente assinava suas obras como Marcos António mas, para que seu nome soasse mais aristocrático, acrescentou depois o "da Fonseca Portugal", emprestado do padrinho de casamento de seus pais. Graças à fama que tinha na corte, conseguiu uma bolsa para ir à Itália em 1792, onde permaneceu, com interrupções, até 1800. Fixando-se em Nápoles, compôs várias óperas em estilo italiano que foram muito bem recebidas e encenadas em vários palcos italianos, como os teatros La Pergola e Pallacorda de Florença, San Moise de Veneza e La Scala de Milão. Ao todo, Marcos Portugal escreveu mais de vinte obras na Itália, principalmente óperas bufas e farsas.
Voltou a Portugal em 1800, sendo nomeado mestre de música do Seminário da Patriarcal e maestro do Teatro de São Carlos de Lisboa, para o qual compôs várias óperas. Em 1807, com a chegada das tropas napoleônicas, a Família Real Portuguesa fugiu para o Rio de Janeiro, mas Marcos Portugal ficou em Lisboa, chegando, mais tarde, a trabalhar para os governantes invasores. Em 1811 Marcos Portugal viaja para o Rio de Janeiro a pedido do Príncipe Regente, sendo recebido como uma celebridade , e nomeado compositor oficial da Corte e Mestre de Música de Suas Altezas Reais os Infantes. Em 1813 foi inaugurado no Rio de Janeiro o Teatro Real de São João - construído à imagem do Teatro de São Carlos em Lisboa - para o qual Marcos Portugal compôs várias obras e onde foram encenadas várias de suas óperas. Nessa época escrevia especialmente obras religiosas. Tinha uma posição privilegiada na corte, sendo professor de música do príncipe Pedro, futuro Pedro I do Brasil e Pedro IV de Portugal. Vítima de dois ataques apopléticos, Marcos Portugal não acompanhou D. João VI quando a corte voltou a Portugal em 1821. Morreu relativamente esquecido no dia 17 de fevereiro de 1830, no Rio de Janeiro. Marcos Portugal é um dos mais prolíficos compositores portugueses de todos os tempos, e a sua extensa obra encontra-se distribuída por vários arquivos em Portugal, Brasil, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Bélgica e Estados Unidos da América. Cultivou os gêneros religioso (missas, motetes, hinos, vésperas, matinas) e teatral (óperas bufas e sérias). Algumas de suas obras teatrais são: * La confusione della somiglianza (1793) (Fonte: pt.wikipedia.org) A Antiga Sé
ElencoO Elenco
|
|||||||||||||||||||||||||||||||