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Requiem de Marcos Portugal (1816) PDF Imprimir E-mail

Sobre

A Sociedade Musical Bachiana Brasileira - SMBB

apresenta

REQUIEM
de Marcos Portugal (1816)


CORO DA CIA. BACHIANA BRASILEIRA,

&

ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ


Ricardo Rocha
direção e regência


Igreja N. S. do Carmo da Antiga Sé,
14 de abril de 2008, às 19h30

Evento Integrante da Série


Requiem, de Marcos Portugal

Partitura esquecida por quase 200 anos no Arquivo do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro foi resgatada e especialmente editada para este concerto.

No dia 14 de abril, às 19h30, a Cia. Brasileira Bachiana, acompanhada pela Orquestra Sinfônica da UFRJ e sob direção e regência do maestro Ricardo Rocha, apresenta, dentro da série Música nas Igrejas, a estréia moderna do Requiem para as exéquias da Rainha D.Maria I (1816), considerada a obra-prima do principal compositor português do século 19, Marcos Portugal.

A montagem contará com os solistas Veruschka Mainhard (soprano), Carolina Farias (contralto), Marcello Sader (tenor) e Frederico de Oliveira (baixo). O concerto tem entrada franca e acontece na igreja N. Sra do Carmo da Antiga Sé, mesmo local onde a obra foi apresentada pela primeira vez em abril de 1816, durante a missa em homenagem à rainha, falecida em 20 de março do mesmo ano.

Mais duas apresentações do Requiem estão programadas para o mês de abril: dia 15 na Igreja Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, com participação especial da organista Elisa Wiermann, e no dia 16 na Igreja Nossa Senhora das Graças, em Marechal. Hermes, com participação de Elisa Wiermann e do tenor Ricardo Xavier.

A série Música nas Igrejas conta com patrocínio da Oi, ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico e Prefeitura do Rio/Culturas e apoio cultural da Oi Futuro.


Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé,
14 de abril de 2008 - segunda-feira, às 19h30

Rua Primeiro de Março, s/nº - Centro

A Obra

 A Obra

ImageA "Missa de Mortos, composta muito expressamente de novo para se cantar nas exéquias da defunta rainha fidelíssima D. Maria Primeira", em 23 de abril de 1816, é considerada o ápice da sua produção brasileira. O manuscrito, bastante extenso - a duração estimada da obra é de noventa minutos -, segue a tradição, apesar da impropriedade do evento, das missas festivas portuguesas. Nestas, o "Kyrie" e o "Gloria" são mais extensos, brilhantes e trabalhados que o restante do Ordinário - "Credo", "Sanctus", "Benedictus" e "Agnus Dei". Ao contrário do "Offício de Mortos", composto para a mesma ocasião e no qual as árias solistas predominam, na "Missa" o contraste entre os solos e as seções corais é equilibrado, tanto no "Requiem Aeternam", como no "Kyrie" e na "Sequentia", predominando os coros nas seções finais. Na "Sequentia", o autor resgata, de forma bastante original, a antiga tradição dos "Responsórios Fúnebres" gregorianos, conferindo forma responsorial aos versos métricos do franciscano Jacopone da Todi.
 
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A vasta produção de Marcos Portugal, operística e religiosa, é ainda desconhecida e pouco  estudada em ambos os lados do Atlântico. Sobre o período na Corte brasileira de D. João VI, uma série de preconceitos e ressentimentos condenaram sua obra, até o presente, ao ostracismo, com o consequente desconhecimento de parte importante da prática musical na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro, bem como da provável influência que exerceu nos compositores brasileiros, contemporâneos ou sucessores, nesta instituição.


(Fonte (em resumo): Marques, Antonio Jorge. Marcos Portugal. Wikipedia: http://wikipedia.org/marcos_portugal
Sarrautte, Jean-Paul. Marcos Portugal. Fundação Calouste Gulbenkian, 1979)

O Autor

O Autor

Marcos António da Fonseca Portugal (Lisboa, 24 de março de 1762 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1830), mais conhecido simplesmente como Marcos Portugal, foi um compositor e organista português de música erudita. Em seu tempo suas obras foram conhecidas por toda a Europa, sendo provavelmente o mais famoso compositor português de todos os tempos.

Marcos Portugal, litografia do século XIX.

Filho de Manuel António da Ascensão e de Joaquina Teresa Rosa. Foi aluno do compositor João de Sousa Carvalho, realizando sua primeira composição já aos 14 anos de idade. Com 21 anos já era organista e compositor da Sé Patriarcal de Lisboa, e em 1785 foi nomeado mestre do Teatro do Salitre, para o qual escreveu farsas e entremezes, além de modinhas. Muitas das suas melodias se tornaram populares, caindo também no gosto da corte portuguesa, que lhe encarregou obras religiosas para o Palácio Real de Queluz e outras capelas utilizadas pela Família Real. Inicialmente assinava suas obras como Marcos António mas, para que seu nome soasse mais aristocrático, acrescentou depois o "da Fonseca Portugal", emprestado do padrinho de casamento de seus pais.

Graças à fama que tinha na corte, conseguiu uma bolsa para ir à Itália em 1792, onde permaneceu, com interrupções, até 1800. Fixando-se em Nápoles, compôs várias óperas em estilo italiano que foram muito bem recebidas e encenadas em vários palcos italianos, como os teatros La Pergola e Pallacorda de Florença, San Moise de Veneza e La Scala de Milão. Ao todo, Marcos Portugal escreveu mais de vinte obras na Itália, principalmente óperas bufas e farsas. 

Vista do Teatro Real de São João do Rio de Janeiro, onde se apresentaram várias das obras de Marcos Portugal. Pintura de Jean Baptiste Debret (cerca de 1834).

Vista do Teatro Real de São João do Rio de Janeiro, onde se apresentaram várias das obras de Marcos Portugal. Pintura de Jean Baptiste Debret (cerca de 1834)

Voltou a Portugal em 1800, sendo nomeado mestre de música do Seminário da Patriarcal e maestro do Teatro de São Carlos de Lisboa, para o qual compôs várias óperas. Em 1807, com a chegada das tropas napoleônicas, a Família Real Portuguesa fugiu para o Rio de Janeiro, mas Marcos Portugal ficou em Lisboa, chegando, mais tarde, a trabalhar para os governantes invasores.

Em 1811 Marcos Portugal viaja para o Rio de Janeiro a pedido do Príncipe Regente, sendo recebido como uma celebridade , e nomeado compositor oficial da Corte e Mestre de Música de Suas Altezas Reais os Infantes.

Em 1813 foi inaugurado no Rio de Janeiro o Teatro Real de São João - construído à imagem do Teatro de São Carlos em Lisboa - para o qual Marcos Portugal compôs várias obras e onde foram encenadas várias de suas óperas. Nessa época escrevia especialmente obras religiosas. Tinha uma posição privilegiada na corte, sendo professor de música do príncipe Pedro, futuro Pedro I do Brasil e Pedro IV de Portugal.

Vítima de dois ataques apopléticos, Marcos Portugal não acompanhou D. João VI quando a corte voltou a Portugal em 1821. Morreu relativamente esquecido no dia 17 de fevereiro de 1830, no Rio de Janeiro.

Marcos Portugal é um dos mais prolíficos compositores portugueses de todos os tempos, e a sua extensa obra encontra-se distribuída por vários arquivos em Portugal, Brasil, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Bélgica e Estados Unidos da América. Cultivou os gêneros religioso (missas, motetes, hinos, vésperas, matinas) e teatral (óperas bufas e sérias). Algumas de suas obras teatrais são:

* La confusione della somiglianza (1793)
* L'Eroe Cinese (1793)
* Reinaldo d'Asti (1793)
* Il Demofoonte (1794)
* Le Donne Cambiate (1794)
* Lo Spazzacamino (1794)
* Fernando nel Messico (1798)
* I Sacrifizi d'Ecate o sia Idante (1800)
* Adrasto, ré d'Eggito (1800)
* La morte di Semiramide (1801)
* L'oro non compra amore (1804)
* La speranza o sia L'augurio felice (1809) - o hino em que termina essa obra foi hino nacional português até 1834.
* A saloia enamorada (1812)

 (Fonte: pt.wikipedia.org)

A Antiga Sé

 
Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé


Talha em madeira após o restauroLogo que chegou ao Brasil, em 1808, o príncipe D. João requisitou a então igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé – localizada em frente ao Paço Imperial – para ser Capela Real. Poucas pessoas sabem, mas a partir daí a igreja esteve presente em vários momentos da história da família real. Foi lá a coroação do próprio D. João, assim como a aclamação de D. Pedro I e D. Pedro II como imperadores e até o batismo dos príncipes, entre eles, a princesa Isabel. Agora, o templo – mais hoje conhecido como Antiga Sé – será restaurado e vai abrigar um espetáculo de Som e Luz. Tudo isso para se transformar no monumento-símbolo para as comemorações dos 200 anos da chegada da família imperial, que serão completados em março de 2008.

Fachada frontal

Restauro das fachadas

Forro da Capela Mor após o restauro

Capela Mor durante a Restauração

Nave antes da restauraçãoRestauro artístico

A igreja estava fechada para obras desde o dia 18 de setembro, sendo reaberta em 2008, totalmente restaurada. Equipes de arqueólogos, restauradores, arquitetos, historiadores, educadores e engenheiros se revezam em diversos pontos da igreja. No interior, a primeira fase de restauração, isto é, a limpeza e afixação do douramento, já está pronta, assim como a fase final de redouramento e já é possível ver o resplendor do estilo rococó. Durante o trabalho, a equipe de restauradores – que chegou a ter 30 pessoas no local – teve uma grata surpresa: a maior parte do ouro aplicado nas talhas da igreja estava preservada sob uma grossa camada de fuligem.

Forro da nave em restauraçãoAtualmente, a equipe de restauro está finalizando a pintura dos panos lisos, a recomposição dos ornamentos faltantes e a aplicação de novas folhas de ouro. Com pincéis e estiletes especiais , a equipe restaura os relevos da talha em madeira, num trabalho meticuloso que exige muita paciência. Os panos lisos do forro e paredes da igreja recebem uma nova camada de tinta. Os tons de creme foram escolhidos depois de uma série de testes que apontaram as cores que a igreja já teve em vários períodos diferentes.

Arqueologia. Enquanto os restauradores se apóiam nos andaimes que tomam conta de todo o templo, embaixo do assoalho uma outra equipe realiza seu trabalho. Os arqueólogos, comandados por Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira, escavaram diversas áreas da igreja. Ali, descobriram vestígios de cinco construções diferentes. A primeira delas, batizada de “capela vermelha” é provavelmente do século XVI ou XVII e ganhou seu apelido por conta do rodapé vermelho. Uma das principais curiosidades é que os arqueólogos descobriram que a construção foi feita sobre a areia e encontraram vestígios de mangue no local. Muito provavelmente, o mar chegava até aquele ponto.

Escavações arqueológicas na base de coluna do antigo claustro

Escavações arqueológicas da antiga paliçada

Escavações arqueológicas com vestígios do século XVI
Também foi encontrada outra construção com uma escadaria. Acredita-se que ela seja imediatamente posterior à igreja vermelha. Além dessas duas, é possível distinguir mais três outros momentos, provavelmente, dos séculos XVIII, XIX e XX. As descobertas são tão interessantes que está sendo estudada a possibilidade de deixar parte dos locais escavados aberto à visitação, sem, no entanto, conflitar com as atividades religiosas realizadas no local. Um dos principais desafios vai ser a Capela do Senhor dos Passos, que, segundo informações históricas, teria mudado de lugar.

Fachadas laterais. Do lado de fora o trabalho está quase finalizado. Ao todo, 45 pessoas atuaram em diversas frentes. A recuperação do revestimento e da ornamentação está quase pronta. Enquanto restauradores se dedicam a refazer a pintura que imita granito, um outro grupo trabalha em um ateliê montado no próprio canteiro de obras. No local, vários ornamentos ganham réplicas exatas que vão complementar a ausência de rosetas, pináculos e partes de balaústres originais.

Além do restauro das fachadas laterais, algumas salas da igreja vão ganhar novas funções. A idéia é adaptar a construção aos dias de hoje. Vão ser construídos, por exemplo, novos sanitários, melhor equipados para atender, inclusive, a cadeirantes.

200 anos. A Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé foi a única igreja das Américas que serviu de palco para a sagração de um rei e a coroação de dois imperadores. Também foi lá que D. Pedro I e D. Pedro II se casaram. Por esse motivo, o templo vai ser o centro das comemorações dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil. A organização dos eventos está sob a responsabilidade de uma comissão formada pelos secretários Ricardo Macieira e André Zambelli, sob a coordenação do embaixador Alberto da Costa e Silva.

A igreja, que alguns anos atrás passou por obras que restauraram parte das fachadas, os vitrais, a estrutura da torre e os telhados, tem seu interior em estilo rococó – mais delicado e posterior ao barroco. Construído em 1761, o templo passou por diversas modificações na fachada, sendo que a última intervenção aconteceu no início do século XX. Seu interior guarda ainda os resíduos mortais de Pedro Álvares Cabral e os restos mortais do primeiro cardeal da América Latina, D. Joaquim Arcoverde que, depois da reforma, vão ser colocados em lugar especial na Cripta.

Ações educativas - exposiçãoAções Educativas - Igreja abre suas portas em ação inédita: visitantes podem conhecer os trabalhos de restauro e arqueologia

Quem passa pela rua Primeiro de Março, no Centro do Rio, não consegue imaginar exatamente o que acontece por trás dos tapumes grafitados da obra de restauração da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. Mas, a partir do dia 3 de julho, os visitantes puderam conferir o trabalho com seus próprios olhos e participar de uma verdadeira aula de história, arquitetura e arte.

Trata-se de um programa de visitas guiadas e exposição educativa aberta ao público. As visitas e a exposição fazem parte do projeto de restauração da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, ícone do calendário das comemorações do bicentenário da chegada da família imperial ao Rio de Janeiro, resgatando a centralidade política e cultural da cidade.

Para conhecer as obras. Dentro da Antiga Sé, andaimes cobrem o interior da nave principal. Por todo lado, restauradores recuperam os delicados entalhes do rococó. Perto do altar-mor da igreja, arqueólogos fazem pesquisa em busca da história da construção que começa ainda no século XVI. Uma efervescência que costuma confundir quem não está acostumado com obras dessa envergadura.

Acompanhados de monitores, grupos de até 40 pessoas podem conferir as obras de perto e ainda conhecer a exposição educativa que foi montada no local. A visita dura cerca de 40 minutos e só poderá ser feita com agendamento prévio. Durante o trajeto, é possível entender as várias etapas necessárias para se recuperar a talha dourada do interior da igreja e também os muitos elementos decorativos das fachadas da construção.

A exposição mostra detalhes do trabalho de restauro, como a limpeza e a higienização das obras de arte, a recuperação de pinturas e douramentos e as muitas técnicas utilizadas. Também destaca o trabalho dos arqueólogos e as descobertas das escavações realizadas na igreja. As pesquisas evidenciaram que a construção passou por, pelo menos, cinco ocupações em momentos diferentes desde o século XVI.

As escolas têm atendimento especial. Além da visita, alunos entre 9 e 15 anos participam de oficinas de colagem e pintura que brincam com elementos relacionados à igreja e à história da família real. Ao todo, o programa dura 1h30min.

Para atender a todos os interessados, um grupo de dez monitores e um coordenador se revezam durante o dia. São três monitores, por turno, destacados para o passeio pelas obras e pela exposição e mais dois monitores responsáveis pelas oficinas com os alunos. Para fazer a visita, é importante que os interessados estejam com roupas confortáveis, de preferência calça e tênis. Além disso, é sempre bom ficar atento ao trajeto, afinal, trata-se de um local de obras, com andaimes e funcionários trabalhando.

Para marcar visitas:
segunda a sexta
10h – 17h
Tel.: (21) 8176.4182 (com Ingrid)

Visitas (só com horário marcado):
terça, quarta, quinta , 9h – 17h
sábado, 11h – 17h
Escolas – duração: 1h30min
Visitantes – duração: 40min

(Fonte: www.rio.rj.gov.br/sedrepahc/proj_igreja_nscarmo.shtm

Elenco

O Elenco

Cia. Bachiana Brasileira, Coro

&

Orquestra Sinfônica da UFRJ

Direção Musical e Regência:
Ricardo Rocha


— ELENCO —

 Solistas Convidados:

Veruschka Mainhard, soprano
Carolina Farias, contralto
Marcello Sader, tenor
Frederico de Oliveira, baixo

 

Coro      
 
Sopranos
Danielly de Souza
Ester Cunha
Evie Saide
Flávia Castilho
Loren Vandal
Morgana Mastrianni
* Paula Marcia
Sueli Mello Braga

Contraltos
Anacris Monteiro
* Carol Carvalho
Jane Acosta
Katia Simone
Melissa Ferraz
Priscila Azevedo
Thalía C. Vianna

Tenores
João Jordy
Jorge Couto
Leonardo Perin
Luperci Henrique
Ricardo Xavier
*
Rômulo Nicolai

Baixos
Anderson Alves

Anton Steuxner 
Antonio Campos
Antonio Cerdeira
Arthur Monteiro
Augusto Di Giorgio
Edvan Moraes
José Rossine


* monitores de naipe



 

    
 
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