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Parceria inédita leva Cia Bachiana Brasileira e Orquestra Sinfônica Nacional à Sala Cecília Meireles PDF Imprimir E-mail
Parceria inédita leva a Cia Bachiana Brasileira e a Orquestra Sinfônica Nacional-UFF à Sala Cecília Meireles  sábado, 27 de junho de 2009 às 19h30

Num ano em que grandes montagens musicais ficam inviabilizadas por causa da reforma do Theatro Municipal, coube à Cia. Bachiana Brasileira, em inédita parceria com a Orquestra Sinfônica Nacional-UFF  e sob a direção do maestro Ricardo Rocha, a execução da obra de maior envergadura desta temporada no Rio de Janeiro: o grande e épico oratório Elias, do compositor Felix Mendelssohn Bartholdy.

A apresentação ocorreu no dia 27 de junho, às 19h30, na Sala Cecília Meireles, como ponto alto das comemorações dos 200 anos de nascimento do compositor e dos 10 anos da própria Cia. Bachiana Brasileira, que além de sua profícua produção de gravações em CDs, DVDs e programas para TV e rádio, teve montagens eleitas pelo jornal O Globo  entre as dez melhores em 2007 e em 2008, reconhecimento que a consagrou como um dos grupos mais importantes da cena musical carioca.

A Orquestra Sinfônica Nacional-UFF, por sua vez, inicia os preparativos para a comemoração, em 2011, do seu Jubileu de Ouro. São 50 anos de dedicação à difusão da música e cultura brasileiras e mais de 200 gravações (LPs, CDs e DVDs, Rádio e Televisão), que a colocam com destaque como uma das principais orquestras do Brasil. Neste concerto, estreou sua nova fase no Rio de Janeiro, conduzida por uma Comissão Artística formada inteiramente por músicos que estão apostando numa reformulação total de seu antigo modelo de gestão, trabalhando no resgate de sua missão original e investindo na qualidade e na maior participação de seus músicos nos destinos do próprio conjunto.

Além da OSN, a montagem deste grande épico contou com o coro da Cia. Bachiana Brasileira, incluindo a participação especial do coro Vox in Vias (direção: Rigoberto Moraes) e nove solistas, entre os quais o barítono Marcelo Coutinho no papel-título, Veruschka Mainhard, soprano e Ricardo Tuttmann, tenor. Carolina Faria  foi substituída, por motivo de doença, pela contralto Rejane Ruas.  O quinteto solista do coro teve Ana Cecília Rebelo, soprano, Manuela Vieira, soprano, Jane Acosta, contralto, Cyrano Sales, tenor, e Guido Rossmann, baixo.

Sem contar com patrocínio algum, a Cia. Bachiana Brasileira confeccionou desde os figurinos até a tradução do libreto original em alemão, para que o público possa acompanhar a ação através da projeção de legendas em português.

Mais conhecido do grande público por obras como Sonho de uma Noite de Verão, com a famosa marcha nupcial, ou a Sinfonia Escocesa, Mendelssohn, já aos 27 anos de idade, se deixou enlevar pela história do profeta que resistiu ao culto do ídolo Baal e às perseguições ordenadas pela rainha Jezabel.

Foram necessários dez anos de trabalho para a realização deste seu Elias, sua mais importante composição. “Como o drama da vida humana se repete através das gerações, a temática é mais do que atual, se pensarmos no deus Baal dos mercadores fenícios, agora representado pelo deus ‘Mercado’ de nossa contemporaneidade, impondo o modelo predatório das economias baseadas no consumo que devora o planeta, os valores do espírito e as relações pessoais, tornadas igualmente descartáveis”, reflete Ricardo Rocha.

Com suas quase duas horas e meia de duração divididas em duas partes, a obra é gigantesca também em termos de intensidade. O coro é exigido o tempo todo: participa da ação ora como povo de Israel, ora como a congregação de sacerdotes de Baal ou ainda como coro de anjos.

Após algumas apresentações com enorme sucesso, a versão final da obra teve sua estreia em Londres em 16 de abril de 1847, sob a regência do próprio Mendelssohn, que em 4 de novembro daquele mesmo ano veio a falecer em consequência de um derrame, aos 38 anos de idade.

Apesar de não se ter notícia de qualquer montagem completa desta monumental obra no Rio de Janeiro até hoje, sendo portanto inédita sua apresentação, houve apenas uma única récita. “É uma pena que tenha de ser assim, mas quem estiver lá, entenderá porque é obra de tão rara montagem, no Brasil e no mundo”, finaliza Ricardo Rocha, alertando todos para não perder esta oportunidade.

SERVIÇO:
Elias, oratório de Felix Mendelssohn para coro, orquestra e nove solistas
Cia. Bachiana Brasileira, coro e solistas e Orquestra Sinfônica Nacional-UFF
Apresentação única
Legendas em português

Direção e Regência: Ricardo Rocha

Hora: 19h30
Local: Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 - 2332-9160
Ingressos: R$ 40 (plateia) e R$ 30 (plateia superior)
(R$ 20 e R$ 15 para estudantes e pessoas acima de 60 anos)
Mais informações: 2245-0058 (Cia. Bachiana) e 2629-5259 (OSN)
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